quarta-feira, outubro 25, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
segunda-feira, agosto 28, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006
segunda-feira, julho 31, 2006







(A autoria das ilustrações é pela seguinte ordem: Inês 10 anos, Oficina, Catarina 10 anos, Sofia 10 anos, Patrícia 11 anos - 2 fotos e Susana 9 anos - 2 fotos)Olá!!! Desculpem (se for o caso) este pequeno interregno na elaboração do já nosso lápis voador. Voltei e mais, espero que o resultado deste tempito de espera vos agrade, desta vez não com criações do l.v. mas de pequenas e grandes amigas e artistas. Pois aí vai...deliciem-se!
( Este post é especialmente dedicado às, lindas, únicas e fantásticas artistas (a Catarina, a Inês, a Patrícia, a Sofia e também a Susana) que comigo partilharam a imaginação nesse lugar mágico que é o museu da quinta de Santiago em Matosinhos. Para elas beijos grandes, mesmo grandes e também com muito mas mesmo muito carinho.)
l.v.
Era uma vez um lápis que vivia na montra de uma papelaria. Octogonal e colorido, suspirava triste junto ao vidro, esquecido num canto.
Nesse dia, o menino passou, risonho e alegre. Parou. Que lindo lápis, mãe...!
O lápis sorria no bolso do menino a caminho de casa. Finalmente ia fazer alguém feliz. E assim foi. Dia após dia o menino desenhava deitado no chão. Casas, montanhas, céus, cavalos de crinas esvoaçantes, carinhas sorridentes. E o lápis ria, rebolando no tapete e mordendo afiado o papel. E olhava, irritado, a borracha que teimava em contrariá-lo.
Naquela noite, ficou esquecido no granito da varanda. Olhou o céu, cheio de estrelas e brilhos.
Que luz é aquela?? Estranho! Nunca a vi.
Era uma bola branca, quieta, parada. Não rolava como a bola do menino que tantas vezes o atirava para um canto.
Quem me dera voar! Ia lá cima e falava com ela.
Quem me dera voar!
Quem me dera voar!
Ficou tristonho, olhando. Ela continuava imóvel, sem um movimento. Só uma luz branca, suave e pálida.
Se eu voasse!
Repentinamente, sentiu o coração vibrar dentro da prisão de madeira. Assustado, tentou equilibrar-se. Impossível.
E, incontrolável, subiu em círculos rasgando no céu fios de luz, brilhantes e coloridos, como relâmpagos redondos. Corria e rodopiava, cada vez mais alto. Nunca se sentira assim, tão leve, tão solto, tão vivo, pintando a cores e estrelas um céu tão enorme.
Parou junto da bola de luz. E agora? Olá!...Olá! Não me ouves?
Girou à sua volta, confuso e intrigado. Se calhar não quer conversar. Se calhar é soturna e mal humorada. Voou para mais longe, ficando a olha-la de soslaio, como se não lhe interessasse. No entanto, permanecia curioso e com o coração batendo forte na sua prisão de madeira.
Reparou então que não tinha rosto. Como poderia vê-lo? Aproximou-se, a medo, deixando ténues pontos pelo caminho. Era tão bonita!...
Procurou uma abertura por onde conseguisse vislumbrar o que ocultava. Nada encontrou. E se lhe desenhasse uns olhos?!
Entusiasmado delineou-lhe dois olhos rasgados, enormes.
Olha para mim! Sou o lápis voador e só te quero cumprimentar. Voei até aqui à procura da tua luz.
Nada; os olhos estavam fechados como num profundo sono.
Que posso fazer para que olhes para mim?
Ah! Não podia responder, claro!
Os olhos não teriam vida sem o rosto completo! Já sei!
E voou, rodopiou alegre na sua esperteza. Suavemente, desenhou-lhe uma boca, um nariz, as maçãs do rosto. E agora? Falas comigo agora? Fala. Abre os olhos para mim.
Relutantemente, os olhos começaram a abri. Devagarinho, timidamente. Depois ficaram abertos, olhando, com uma expressão indecifrável o lápis que esvoaçava à sua frente. Mas não respondia, sempre imóvel na sua imensidão de luz.
Olá, sou o lápis voador, desenho tudo aquilo de que gosto. E tu? Quem és tu?
Os segundos de espera apertavam-lhe o coração no meio das lascas de madeira. Melhor ir embora.
Mas, quando já se preparava para partir, um sorriso, brilhante, doce e feliz espraiou-se no ar dando ainda mais luz `a noite.
Olá.
Olá.
Pairaram no ar silenciosos, olhado-se. Sem pressa nem perguntas.
Descobri hoje que conseguia voar. Vi-te e fiquei triste por não teres rosto. Como te chamas?
Sou a lua. Quase ninguém me vê!
Eu vi-te.
Porque sabes voar. Obrigada por saberes olhar para mim. È por isso que consigo sorrir para ti.
Ficaram conversando e rindo. O lápis voava como um pássaro sem asas, desenhando estradas por onde a lua deixava deslizar fios de luar, descendo até à terra. Os olhos sorrindo, abertos e imensos, enchiam o espaço.
Voltas?
Sim. Se me prometeres que não te esqueces de mim.
Não esqueço.
A manhã acordou preguiçosa, com pequenos raios de sol que tocaram o lápis, adormecido no granito da varanda. Acordou, esticando-se na prisão de madeira.
Brincou, saltou, desenhou casas, montanhas, o mundo.E à noite voltou a elevar-se no céu para desenhar o luar à volta da bola de luz, numa dança de cores e risos.
sexta-feira, junho 09, 2006
quinta-feira, maio 25, 2006

Em " Guardador de sonhos e de rebanhos " somos transportados para imaginários em que na nossa velha infância , guardamos os mundos onde o amor ainda vale tudo.
( para a Carmito que hoje encontrou o céu , para o Alves Redol que me deu a ler esse mágico conto e para os Tribalistas que tão bem sabem criar sons, para todas as pessoas boas...)
l.v.
sábado, maio 20, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
sábado, abril 29, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
(Ao Joaquim, Poeta e Tudo)
l.v.
Régua, lugarejo do Esquadro, Junho 2005-06-30
Caro(a) Colega ou Camarada:
Perdoe o silêncio e a ausência, mas esta fôna dos exames põe-me exausta e sanguessuga. Avaliar pielas, ressacas, ganzas, e overdoses à canalha é tarefa árdua e ingrata. Para graduar o maduro de 5 litros para baixo nem dou nota. Já nem péso o pó nem conto as grades, é uma azafama e o pior é que não sobra tempo nenhum para os nossos lazeres hoje tão parcos e distantes. Às vezes dá-me na môna e chumbo putos e putas pela mesma vitola. Mas o que mais dói é nem podermos atirar grunhos, tansos e imbecis para o poço do pároco. Esta juventude anda um trapo, é que eu lhe digo, um verdadeiro «desunami». Espero em breve ir a banhos e quando voltar ser transferida para Vila dos Cornos, cuspida dos quadros com 3 anos de salário em atrazo, e em vez de Calão, mal e porcamente pago, para o ano, se Deus quizer, passar a dar explicações de badalhoquice ao domicílio, num casebre sem vidros e lenha no Inverno ou sem temporais no Inferno. Como é bué da curtido o ensino em Portugal!
Saudades e saudações da sua Dra Arlete Benquerança de Caneças e Murteira de Melançia balde Tudo & Azevedo.
quinta-feira, abril 13, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
sábado, março 18, 2006
quarta-feira, março 15, 2006
segunda-feira, março 06, 2006
sexta-feira, março 03, 2006
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
terça-feira, janeiro 31, 2006
Blackbird
"Black Bird" singing...
Blackbird
Lennon - McCartney
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night
Take this sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free
Blackbird fly Blackbird fly
Into the light of the dark black night
Blackbird fly Blackbird fly
Into the light of the dark black night
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
quinta-feira, janeiro 19, 2006








































